Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando você concorda com a nossa política de privacidade.
ACEITAR E FECHAR
 

A família de dependentes químicos também precisa de ajuda?

Cuidar de um dependente químico exige muito da família, que deve seguir estas dicas para se proteger e aprender a lidar com a situação.

Família

01.10.2021 - 17:00:29 | 6 minutos de leitura

A família de dependentes químicos também precisa de ajuda?

Muitas famílias no Brasil estão sendo devastadas pelas drogas, situação que só piorou durante a pandemia. Dados do Ministério da Saúde mostram que o socorro por uso de alucinógenos nas redes credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 54% de março a junho de 2020. Infelizmente, quando temos uma pessoa com vício em drogas na família, todos os integrantes acabam sendo atingidos. E, não tem como ser diferente. Afinal, ver uma pessoa querida ser sugada pelas fraquezas do mundo é muito triste. 

Esta relação entre o usuário de drogas e a família é conhecida como codependência. Trata-se de uma condição que submete um indivíduo a aceitar comportamentos inconcebíveis e a ter que lidar com as consequências deles sem conseguir se afastar. Ou, seja, é o caso da relação da família de dependentes químicos. 

Sintomas da codependência: 

-Considerar-se e sentir-se responsável por outra(s) pessoa(s) – pelos sentimentos, pensamentos, ações, escolhas, desejos, necessidades, bem estar, falta de bem-estar e até pelo destino dessa(s) pessoas;
– Sentir ansiedade, pena e culpa quando a outra pessoa tem um problema;
– Sentir-se compelido – quase forçado – a ajudar aquela pessoa a resolver o problema, seja dando conselhos que não foram pedidos, oferecendo uma série de sugestões ou equilibrando emoções;
– Ter raiva quando sua ajuda não é eficiente;
– Comprometer-se demais;
– Culpar outras pessoas pela situação em que ele mesmo está;
– Dizer que outras pessoas fazem com que se sinta da maneira que se sente;
– Achar que a outra pessoa o está levando à loucura;
– Sentir-se vítima, achar que está sendo usado e que não se sente apreciado;
– Achar que não é bom o bastante;
– Contentar-se apenas em ser necessário a outros.

Dica: Uma boa sugestão de leitura para lidar com esta situação é o livro “Codependência Nunca Mais”, da autora Melody Beattie, que relata a sua própria experiência como uma codependente do marido com quem teve um relacionamento bastante conturbado. 
Fica a dica. 

Então, como ajudar um parente dependente?


Segundo Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos (Lenad Família), feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) já há alguns anos, o dependente químico afeta as atividades diárias e o psicológico dos familiares:

58% das famílias com algum usuário de drogas têm afetada a habilidade de trabalhar ou estudar;
29% das pessoas estão pessimistas quanto ao seu futuro imediato;
 33% têm medo que seu parente beba ou se drogue até morrer, ou alegam já ter sofrido ameaças do familiar viciado.

Então, como ajudar os familiares que são tão prejudicados neste relacionamento? Algumas dicas podem ajudar, mas não se esqueça nunca de se fortalecer na fé, buscando também ajuda psicológica. 
 
Dicas para pessoas que têm familiares que usam drogas: 

Você nunca vai conseguir fazer com que o seu familiar pare de usar drogas se ele não quiser mudar. 
A decisão é dele e ninguém consegue mudar outra coisa se ela não está disposta a ser ajudada. Esconder ou jogar fora bebidas ou drogas só faz com que a pessoa dependente da substância fique mais nervosa ainda e adquira mais drogas (gastando mais dinheiro). Entender que você é impotente para mudá-lo sem que ele queira é fundamental. 

2. Permita que o usuário sofra as consequências do uso da droga.
Isto acelera o processo de decisão dele com relação ao tratamento. 

3. Não permita que colegas e nem a própria pessoa utilizem a casa como ponto de drogas. 
Caso contrário, afirme que terá que denunciá-lo e realmente faça isso. 

4. Não resolva os problemas que ele cria por causa das drogas: 
Dívidas, cobrir cheques sem fundo, resolver brigas com outras pessoas, pois tudo isto a pessoa que tem a dependência tem que viver até mesmo para que ela caia na real do que está acontecendo com ela. Então, deixe que ele enfrente e encare as consequências ruins de seu comportamento, sem pena. Isto não é ser mau. Isto é se proteger. 

5. Procure desaprovar comportamentos destrutivos sem atribuí-los às drogas. 
Ao invés de dizer, “você fica irritado assim por causa das drogas”, prefira colocar o lado negativo do comportamento dele “quando você fica irritado assim é ruim para você e para a gente”. Mencionar as drogas pode dificultar o processo de ele ouvir você porque estará sempre com “um pé atrás” se você vai criticá-lo por não usar drogas ou não. 

6. Envolva algum outro parente para ajudá-lo a fim de que não fique pesado para um só familiar. 
A família dele também deve envolver-se nessa tentativa de ajuda. Conte para alguém em quem você pode confiar, na família dele (se eles ainda não sabem) e peça que esta pessoa converse com ele dando apoio à recuperação. 

7. Oriente seu parente a buscar ajuda no NA (Narcóticos Anônimos).
Lá, ele encontrará pessoas que estão em tratamento e em abstinência química que fortalecem uns aos outros e permanecem “limpos”. 

8. É difícil levar o viciado a aceitar que ele precisa de ajuda. 
Normalmente eles negam isto, negam a dependência. Por isso, em vez de criticá-lo com palavras duras, procure dar evidências claras dos comportamentos errados dele que são causados por causa da dependência dele. 


9. Ofereça tratamento. 
Procure um psiquiatra em sua cidade que trate de dependentes químicos e ofereça ao seu parente a sua companhia para que ele vá a uma consulta. Ele pode se manter na negação, tipo: “não preciso disso” ou “psiquiatra é coisa de louco” ou “eu não estou viciado”, ou ele pode aceitar. Se aceitar, vá com ele à consulta. Se ele não aceitar, continue impondo limites com amor, mas sendo firme: não permita que ele utilize dinheiro da família para comprar drogas, não permita que ele use drogas na frente dos filhos, não permita que ele leve amigos drogados para dentro de casa. 

10. Lembre-se que você pode ajudá-lo, mas não é responsável pela cura dele. 
Esta responsabilidade é dele. 

Se você conhece ou pertence a uma família de dependentes químicos, não deixe de seguir estas dicas. Parecem atitudes duras, mas serão essenciais para salvar quem você tanto ama. 

Leia também: 

Quem cuida de quem cuida? Estamos juntos pela vida!

Mais em Família
 
 

Campanha PELA VIDA
Rua Traipu, 273 - Perdizes
São Paulo/SP - CEP: 01235-000

(11) 4200-8080

Copyright © Juntos Pela Vida - REDEVIDA / INBRAC. Todos os direitos reservados.
Cadastrando-se nos formulários você aceita os termos de uso e política de privacidade.

 

(11) 97061-0457

(11) 4200-8080